Quantas vezes.
Meus olhos colheram flores.
Das suas cicatrizes.
E te ensinaram a sentir a vida de diferentes cores.
Quantas vezes brigamos.
Contra nossos desejos.
Perdidos na ilha dos nossos abraços.
Aonde batiam juntos nossos sonhos.
Quantas lágrimas.
Escondemos em nossas gargalhadas.
Separadas pelo destino de nossas palavras.
Enigmáticas nos versos das minhas poesias.
Espero que sinta no meu olhar.
O que não posso te contar.
Toda vez que sinto o vento nos tocar.
Perto da hora de você me abandonar.
Meu pequeno querubim.
Volte a colher as flores do meu jardim.
Para afastar a mágoa que roubou você de mim.
Autor: Alberto Correa de Matos
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