terça-feira, 30 de julho de 2013

Adeus.


As folhas mansas.
Que enfeitam as pedras.
Das calçadas.
Escondem as palavras e as lagrimas desperdiçadas.

Tempo perdido enquanto sento no banco.
Onde deixou seu casaco branco.
Pra dizer que fugiria do pouco.
De amor que ainda resiste nesse meu olhar opaco.

Apreciando mais um momento do horizonte.
Que nunca perdeu seu fatigo brilho ao norte.
Nas estrelas que encontram se nas nuvens com a sorte.
De não compreenderem a dor de se perder alguém a morte.

Enquanto a cidade muda e as lembranças ficam no passado.
O branco do meu cabelo tem me entregado.
Enquanto a saudade no fundo do peito tem apertado.
Por nunca ter tido a chance de realmente ter te amado.
Espero hoje adormecer e acordar do seu lado.


Autor: Alberto Correa de Matos

terça-feira, 2 de julho de 2013

As pétalas de vinho.


Aos anjos são dados os privilégios.
De tocarem os corações e emoldurarem os sonhos.
E de secarem nossos rostos
Com a luz de seus sorrisos.

Aos homens são dadas as provas.
Do poder de um grito de amor e como ele para as horas.
Do valor da inocência quando são crianças
E das certezas das adolescências.

Apesar de tantos privilégios.
De tantas provas e aprendizados.
Não a nada mais próximo dos sábios.
Que os sonhos e seus mistérios.

Mas quem aprender
A envelhecer
E entender
Que a juventude é eterna a quem quer viver.

Entenderão que as pétalas de vinho
Só desabrocham diante dos olhos.
Daqueles que se dizem céticos.
Aqueles que dama morena entenderem a origem de seus carinhos.

Autor: Alberto Correa de Matos