As folhas mansas.
Que enfeitam as pedras.
Das calçadas.
Escondem as palavras e as lagrimas desperdiçadas.
Tempo perdido enquanto sento no banco.
Onde deixou seu casaco branco.
Pra dizer que fugiria do pouco.
De amor que ainda resiste nesse meu olhar opaco.
Apreciando mais um momento do horizonte.
Que nunca perdeu seu fatigo brilho ao norte.
Nas estrelas que encontram se nas nuvens com a sorte.
De não compreenderem a dor de se perder alguém a morte.
Enquanto a cidade muda e as lembranças ficam no passado.
O branco do meu cabelo tem me entregado.
Enquanto a saudade no fundo do peito tem apertado.
Por nunca ter tido a chance de realmente ter te amado.
Espero hoje adormecer e acordar do seu lado.
Autor: Alberto Correa de Matos