segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ai ,ai ... Iara


Iara ,me conte  dos segredos.
Que escondeu nos teus cantos.
A ponto de fazer tantos marinheiros.
Trocarem suas vidas por teus ensaios melancólicos.

Iara ,Carregue-me  na frieza de teus braços.
Para dentro dos mistérios dos rios.
E ensina-me a amar como os botos.
Além dos mitos e medos humanos.

Iara, tantos já julgaram sua maldade.
Como se a humanidade.
Tivesse ainda bom senso e capacidade.
De definir na realidade o sentido da bondade.

Iara.Vamos compartilhar da verdade em Silêncio.
Aguardando o momento em que meu coração vazio.
Largara de mão sua arrogância como um prenuncio.
Da  paz que  o aguarda no leito do rio.


Autor:Alberto Correa de Matos

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