Tenho que saudar as rosas.
Que acompanham a ternura das palavras.
Tornando-se confidentes das paixões mais obscenas.
Nas historias de amor, mais insanas.
Tenho saudade das hortênsias.
Que em cada uma das suas pétalas.
Guardaram o carinho de tantas infâncias.
Hoje perdidas do convívio de nossas famílias.
Tenho inveja dos cravos.
Que por tantos anos.
Foram esquecidos.
Que agora só confortam os mortos.
Tenho o sonho de semear tantas flores.
Para provar da magia fadigada de seus perfumes.
Que me esqueço das diferenças entre poetas e amantes.
Enquanto um planta decepções, o outro colhe amores.
Autor:Alberto Correa de Matos
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