As rosas me partiram com seus espinhos.
Os cravos roubaram meus sonhos.
As tulipas murcharam diante dos meus olhos.
Enquanto as lavandas curvavam meus joelhos.
Minhas Sakuras despetalaram com o tempo.
Cobrindo os lírios na solidão dos meus passos.
Enquanto os ipês brindavam comigo meus desencontros.
As margaridas se despedaçavam em meus abraços.
As bromélias dividiam comigo suas ressacas.
Os copos de leite me transbordavam com suas queixas.
As orquídeas me iludiram com suas promessas.
E os dentes de leão devoraram e cuspiram minhas alegrias.
Plantei tantas flores.
Acreditando que assim surgiriam borboletas, que curariam
minhas dores.
Mas ao invés disso apenas riram das minhas frustrações.
E hoje me tornei um jardim de parasitas sem cores ou amores.
Apenas ornamentando de sofrimentos e reclamações.
Um cemitério de paixões.
Autor: Alberto Correa de Matos
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