Vou desfilando meu teatro pelo vale da morte.
Com um sorriso falso de quem vomita boa sorte.
Em cada rosto vazio e cada olhar distante.
Daqueles bonecos travestidos de gente.
Do qual nunca fiz parte.
A cada aperto de mão programado.
A cada abraço mendigado.
A cada bom dia amaldiçoado.
Minha vida se resume a um grito de socorro desesperado.
Abafado.
Não tenho mais esperanças.
Não acredito mais na inocência das crianças.
Nem que aquelas luzes amareladas acesas.
Do meu quarto vão me proteger das trevas.
Perdi o medo de enxugar minhas lagrimas.
E deixei de acreditar no brilho das estrelas.
Pois enquanto todos vivem seu conto de fadas.
Me perco na boca das traças.
Que me consomem nas entrelinhas das tuas mentiras.
Lindas.
Autor: Alberto Correa de Matos
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