domingo, 30 de novembro de 2014

O falso modesto.


Bobo, acredita ainda que as estrelas.
Brilham para que todas as juras.
De amor sejam atendidas, sofrem por paixões que jamais serão correspondidas.
Hahahaha,pobre coração tolo que herdam os poetas.

Acreditam que suas paixões
Serão um dia capazes.
De lhes tornarem felizes.
Ridículos! Nem se quer são capazes de darem voz a suas emoções.

Narcisistas! Julgam-se superiores.
Aos olhos dos outros são miseráveis  arrogantes.
Pois não passam de almas fracassadas e pedintes.
Que mendigam a atenção daqueles que julgam ignorantes.

Palmas, palmas ao grande perdedor.
 Nunca provou do amor.
Nem se quer teve coragem de enfrentar a dor.
E como todo bom inútil quer ser tratado como senhor.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 23 de novembro de 2014

Metades


Acredito que ainda existam corações.
Capazes de se completarem mesmo distantes.
Talvez nunca se conheçam, mas pulsam as mesmas emoções.
Seguem mesmos opostos as mesmas direções.

Buscam em novos romances.
Uma cura para suas frustrações.
Como se pudessem explicar as decepções.
De não terem conseguido com outros amores.

Será que erraram nas flores?
Não conseguiram encontrar os sabores?
Talvez tenham errado nos prazeres?
Talvez um dia encontrem a chave em novas sensações.

Mesmo sem entender as premonições.
Mesmo sem entender as lagrimas e dores.
Conseguirão apesar de o tempo serem  felizes.
Quem sabe, se um dia o destino reunir suas metades.


Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 9 de novembro de 2014

Nada



Existem tempos de cólera.
Em que apenas uma palavra.
É o que separa.
A paz da guerra.

Existem também dias.
Que as mentiras.
Abrem portas e janelas.
E fecham nossas almas.

Existem também momentos.
Que nossos sonhos.
Parecem tão vadios e desencontrados.
Que podemos nos julgar preguiçosos.

Existem sempre dois lados na mesma moeda.
Então não me prendo aos desmandos da vida.
 Pois um dia se acaba essa jornada.
E volto a ser de novo nada.

Autor: Alberto Correa de Matos

sábado, 1 de novembro de 2014

Desamparos.



Será que existem anjos.
Aonde escondo meus desejos.
Ou só existem mistérios.
Atrás da sombra dos lírios?

Onde é que encontro pedaços.
De algum amor que se refugie nos meus braços.
Enquanto vago nos infinitos.
Da solidão que se acalenta em meus caminhos.

 Desses sentimentos tão perdidos.
Vazios.
Desolados.
Como uma sinfonia de corações, sem brilho nos olhos.

Tantos pensamentos desencontrados.
Tantas esperanças em passos desamparados.
Que não tive tempo de explicar aos mal intencionados.
Os motivos de haverem tantas sombras nos meus reflexos.

Autor:Alberto Correa de Matos