Procuro por uma rosa vermelha caída.
Que me ajudaria a recomeçar minha caminhada.
Quando minha alma ferida.
Desaba-se sobre os espinhos esparramados pela calçada.
Desolada.
Procuro por aquele resto de esperança.
Que ainda existe no seu jeitinho de criança.
Mas se por acaso me encontrar, em seu sorriso como uma lembrança.
Disfarçado em alguma daquelas muitas piadas sem graça.
Disfarça!
Procuro por aquela varanda.
Aonde repousa minha última serenata desiludida.
Pelo som do silêncio abafada.
Esquecida.
Procuro por um último sopro de vida.
Quando subir aquela velha escada.
Sem ter sua sombra sobre a varanda.
Abandonada.
Ah... se eu pudesse parar.
Em algum lugar.
Aonde possa me reencontrar.
Amar.
Autor: Alberto Correa de Matos