Brotam dos meus
lábios rosas vermelhas.
Quando as minhas
palavras.
Encontram
escancaradas as portas.
Dos teus sorrisos
todos os dias.
Contraste da solidão
que me toca sempre tão natural.
Acontecendo como um
vendaval.
Separando o colibri
e o roseiral.
Num inverno de
agonia afugentando, meu peito como um pardal.
Uma singela alegria!
Que como a doçura de
seus cabelos me definia.
E com as cores que
neles refletiam me coloria.
Como as estrelas que
ao fim da noite a ninguém cobria.
Infelizmente hoje
está tão parecido com ontem.
No lugar de teus
sorrisos que hoje somem.
Minhas dores e
tristezas reaparecem.
E minhas esperanças
em te abraçar novamente um dia desparecem.
Autor: Alberto
Correa de Matos