Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Que meu coração
tenha aonde chegar.
E minhas mãos
tenham com quem brincar.
Enquanto minhas
pernas tenham aonde repousar.
Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Aonde as incertezas
não possam me alcançar.
A tristeza não
consiga me acompanhar.
Aonde meu sorriso
posso se iluminar.
Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Aonde minhas
palavras possam vagar.
E meu silêncio
consiga me silenciar.
Para sentir a brisa
do mar suspirar.
Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Para sentir a chuva
chegar.
O vento me
acariciar.
E poder deixar a
vida passar.
Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Para não precisar
me explicar.
Com quem finge se
importar.
Cansei de ter de
atuar.
Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Aonde eu possa me
esparramar.
Sobre esperanças,
dadivas do amor de um único olhar.
Que realmente queira
me aceitar.
Sigo procurando o
meu lugar.
Qualquer lugar.
Aonde eu possa
dançar.
Sobre as calçadas
vazias e imaginar.
Que quando eu
tropeçar.
Terei seus braços
para me segurar.
Sigo procurando meu
lugar.
Qualquer lugar.
Autor:Alberto Correa
de Matos