Diga a solidão.
Que meu coração.
Já não espera mais
pela sua mão.
Diga a desilusão.
Que meu peito é um
casarão.
Livre de alegrias e
de paixão.
Diga a saudade.
Que hoje o poema é
pela metade.
Pois os vaga-lumes
saíram da cidade.
Diga ao poeta.
Que é tempo de
colheita.
E que somente o
vento e as folhas secas procuram uma porta aberta.
Autor: Alberto
Correa de Matos