segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Diga a multidão.





Diga a solidão.
Que meu coração.
Já não espera mais pela sua mão.

Diga a desilusão.
Que meu peito é um casarão.
Livre de alegrias e de paixão.

Diga a saudade.
Que hoje o poema é pela metade.
Pois os vaga-lumes saíram da cidade.

Diga ao poeta.
Que é tempo de colheita.
E que somente o vento e as folhas secas procuram uma porta aberta.

Autor: Alberto Correa de Matos