Hoje meu passado não me deixa seguir.
As horas no relógio seguem sem rumo.
As vezes parece que perdido em seu rastro eu sumo.
E as vezes parece que já não sei mais sorrir.
É difícil quando a verdade poem alguém que faça você sentir
Que chegou hora de se abrir.
E sempre que você pensa nela não a deixa em paz; não para de insistir.
E toda vez que você tem sinal dela você consegue se confundir.
Deixa tuas ilusões ; confinarem seus sentimentos numa relação que nem devia existir.
Seu mundo se abre e você desprotegido encara a realidade.
Confunde o sentido e ações da palavra amizade,
Com o que alguns chamariam de solidariedade.
E outros que tomas por amigo ; mas só sentem pena...
Uma palavra tão pequena.
Que na sua frágil e ignorante certeza.
Atribui a ações de pessoas dignas de pertencerem a realeza.
Que enfeita seus feitos e ações de uma falsa nobreza.
Pessoas essas que já mais sentariam contigo a uma mesma mesa.
Pois pra elas és numa pena caída e esquecida ao pé de uma asa.
Assim você consome sua vida em frustrações.
A converte nas suas enganações.
E renega suas lembranças
A nada mais que seus momentos divido em varias infâncias.
Como se fosse um livro feito por varias crianças.
Pois é nessa ingenuidade que fitei a beira do abismo.
Nas mãos dos meus carrascos e na confiança em seu cinismo.
Me joguei como se me trancasse numa gaveta bem ao fundo.
E hoje aquilo que guardei a sete chaves num criado mudo.
volta com toda minha modéstia e coragem pra conquistar um lugar nesse mundo.
By Alberto Correa de Matos
By Alberto Correa de Matos
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