sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Minhas lembranças no criado mudo.

Hoje meu passado não me deixa seguir.
As horas no relógio seguem sem rumo.
As vezes parece que perdido em seu rastro eu sumo.
E as vezes parece que já não sei mais sorrir.

É difícil quando a verdade poem alguém que faça você sentir
Que chegou hora de se abrir.
E sempre que você pensa nela não a deixa em paz; não para de insistir.
E toda vez que você tem sinal dela você consegue se confundir.
Deixa tuas ilusões ; confinarem seus sentimentos numa relação que nem devia existir.

Seu mundo se abre e você desprotegido encara a realidade.
Confunde o sentido e ações da palavra amizade,
Com o que alguns chamariam de solidariedade.
E outros que tomas por amigo ; mas só sentem pena...
Uma palavra tão pequena.

Que na sua frágil e ignorante certeza.
Atribui a ações de pessoas dignas de pertencerem a realeza.
Que enfeita seus feitos e ações de uma falsa nobreza.
Pessoas essas que já mais sentariam contigo a uma mesma mesa.
Pois pra elas és numa pena caída e esquecida ao pé de uma asa.

Assim você consome sua vida em frustrações.
A converte nas suas enganações.
E renega suas lembranças
A nada mais que seus momentos divido em varias infâncias.
Como se fosse um livro feito por varias crianças.

Pois é nessa ingenuidade que fitei a beira do abismo.
Nas mãos dos meus carrascos e na confiança em seu cinismo.
Me joguei como se me trancasse numa gaveta bem ao fundo.
E hoje aquilo que guardei a sete chaves num criado mudo.
volta com toda minha modéstia e coragem pra conquistar um lugar nesse mundo.


By Alberto Correa de Matos

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