domingo, 13 de novembro de 2011

Ultima despedida.

Devia ter deixado de te admira e seu nome já esquecido.
Não devia ter me iludido.
Com um caminho que na verdade eu nunca tinha passado.
Guiado por uma das faces desse sentimento desconhecido.
Que eu mesmo nunca tinha vivido.
E que se disse se que sei agora como é estaria mentindo.


Sei que não sou culpado.
Pois cada qual já tem seu destino traçado.
Traçado por aquilo que temos escolhido.
Pois sei que errei ao ter me convencido.
E por ter talvez também te enganado.
Que eu estava apaixonado.

Hoje meu coração é moído pelas pás de vários moinhos.
Que trituram aos poucos as mentiras que tomei por sonhos.
E as amarguras por ter tido falsos amigos.
Mesquinhos e tão vazios.

Preste Atenção amor
Pois a cada semente que plantei rancor.
Colhi mudas de uma flor tão bela e enigmática chamada dor.
Ela brilha em tons de cinza quase sem nenhuma cor.

Sussurrei seu nome um ultima vez ao vento.
Deixei que as lagrimas se enxugassem com o tempo em algum canto.
E agora só vejo seu sorriso sumindo aos pouquinhos do meu peito.
Chorando e selando assim com seu nome esse que talvez seja o ultimo momento.
Espero que me perdoes agora que sumo e que um dia entre nós se acabe qualquer ressentimento.
Pois seguirei pra longe da areia dos teu pés movido a desencanto.
Como um por de sol rumando sem destino ao infinito.

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