domingo, 29 de julho de 2012

GENTE QUE SENTE!




As vezes o meu silêncio tem melodia.
As vezes as pessoas entram nos meus dias.
Mas sempre partem nas minhas noites.
Pois pra elas sou apenas um baú onde despejam suas tristezas.
E onde suas magoas se desfazem em partes.
Pra poderem sentir um novo dia.

Sei que minha vida é uma construção.
Sei que quem fundamenta ela sou eu e mas nenhum peão.
Sei que o que me acontece é culpa minha por ter um coração.
Sei que tudo é uma escolha minha inclusive minha solidão.
Só não entendo por que no fim sempre eu me torno o vilão.

Hoje me desfaço de meu passado.
Hoje meus demônios ficarão de lado.
Pois hoje decidir que todo meu mal e meus erros ficarão encerrados.
Junto de um baú enclausurados.

Não estou matando uma parte de mim.
Apenas admito que chegou a hora de um fim.
Pois quando cortina se abrir.
Quando me virem sorrir.
Nunca saberão a vontade que tive de partir.
Nunca saberão ou entenderão nada sobre as lagrimas que derramei por ti.

Pois só quem escolheu seguir em frente.
Sabe o preço que tem que pagar ,afinal ainda sou gente
Gente que sente.

Autor:Alberto Correa de Matos

domingo, 22 de julho de 2012

Meus motivos no inverno.




E num dia me dei conta como a vida era breve.
Quando meus passos sumiram de sobre a neve.
Quando o peso de minhas escolhas se tornou leve.

Quando os momentos de alegria e suas doces melodias.
Se tornaram sombrias
E minhas lembranças
Se revelaram gélidas.
Pois já sem tua companhia ,minhas emoções se tornaram frias.

Sei que a vida prega peças.
E que o sorrisos se tornam lagrimas.
Que amor que deixava as portas abertas.
Se torna no ódio que deixa portas e janelas fechadas
E nossas almas errantes desencontradas.


Talvez se a amizade morrer
você crie forças e não deixe mais que a vida lhe faça sofrer

Sei que talvez assim ao nos separarmos seja melhor
Pois comigo carregarei todo seu rancor.
E a medida que eu sumo no horizonte some comigo toda sua dor.

Pela manhã quando olhares a geada e a neve derretendo.
E fores de minha imagem esquecendo.
Mesmo que não pareça longe de ti estarei sofrendo.
Pois longe de você aos poucos sei que estou morrendo.

Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 7 de julho de 2012

Conto da estrela sem céu .


Quando um guerreiro surgiu do pó das matas.
E suas lagrimas inundaram as florestas

Ele viu a morte vencer.
Quando num sopro de infelicidade perdeu quem lhe ensinou a viver.
Junto da ultima flor de primavera partiu seu grande amor.
E toda alegria e cor de seus dias se transformaram nas sombras de sua dor.

Suas lagrimas inundavam o rios
A tristeza ecoava em seus gritos
Que faziam os pássaros velarem a bela em seus coros
E os lobos e cães em seus uivos
Viam todos animais as arvores se comoverem com essa dor ao perderem seus frutos.

Numa noite em comoção
Os deuses ouviram o guerreiro e seu coração
e no meio de tanta escuridão
surgiu ao longe um clarão.

O sorriso que a lua despertou
fez o coro parar e toda mata se calar
pois no meio das nuvens a bela despertou
e seu amor novamente se pós a lhe chamar.

Quando o Deus o fez perceber que um amor de verdade
Dura pra toda eternidade
Pois quem aprende a amar
Aprende a perder pois nunca deixa de lembrar
Aprende a lembrar pois sabe onde apesar da distancia se encontrar
Quem a gente realmente aprendeu a amar.
Afinal é esse o motivo pra gente sonhar.
Amar.

Toda estrela tem um céu pra duas almas apaixonadas guiar.
Todo amor tem um dia pra essas mesmas duas almas se separar.
Mas o amor entre elas nunca tem um dia ou noite pra terminar.
Assim como a minha estrela fica no peito onde por toda eternidade poderá brilhar.


Autor:Alberto correa de matos