As vezes o meu silêncio
tem melodia.
As vezes as pessoas
entram nos meus dias.
Mas sempre partem nas
minhas noites.
Pois pra elas sou
apenas um baú onde despejam suas tristezas.
E onde suas magoas se
desfazem em partes.
Pra poderem sentir um
novo dia.
Sei que minha vida é
uma construção.
Sei que quem fundamenta
ela sou eu e mas nenhum peão.
Sei que o que me
acontece é culpa minha por ter um coração.
Sei que tudo é uma
escolha minha inclusive minha solidão.
Só não entendo por
que no fim sempre eu me torno o vilão.
Hoje me desfaço de meu
passado.
Hoje meus demônios
ficarão de lado.
Pois hoje decidir que
todo meu mal e meus erros ficarão encerrados.
Junto de um baú
enclausurados.
Não estou matando uma
parte de mim.
Apenas admito que
chegou a hora de um fim.
Pois quando cortina se
abrir.
Quando me virem sorrir.
Nunca saberão a
vontade que tive de partir.
Nunca saberão ou
entenderão nada sobre as lagrimas que derramei por ti.
Pois só quem escolheu
seguir em frente.
Sabe o preço que tem
que pagar ,afinal ainda sou gente
Gente que sente.
Autor:Alberto Correa de
Matos
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