Sigo em ruas que
perderam a cor
Em meio a pessoas pra
quem não tenho valor.
Sou apenas mais um
sínico namorador.
Que age como se fosse
um impostor.
Mais um poeta que
desacreditou do amor.
Me apontam o dedo e não
ouço suas palavras.
Abafadas pela minha
tempestade de magoas
As ruas inundam com a
mentira e a corrupção
A minha bandeira queima
caída ao chão.
Pois meu mundo se
tornou um resumo de alguma novela na televisão.
Talvez alguns achem que
sou louco
Pra outros eu talvez
seja tão pouco
Mas nenhum deles
entende como eu a solidão
Nenhum deles vê como
aos poucos morre meu coração.
E como minha alma tá
sem direção.
Hipócritas batem a
minha porta
Com promessas
E pose de um falso
messias.
A cada 4 anos me
parecem pessoas conhecidas.
Que encenam se importar
com o jeito que tá e
aonde vai dar ?
Quando sera que elas
vão parar ?
Dezenas me magoaram já
com sua ingratidão.
Mas meu sou maior e a
eles dou o meu perdão.
Não escondo o quanto
já chorei.
Palavras que disse e
aquilo no que errei.
Mas mesmo sozinho e sem
mascaras seguirei.
Pois quando bater o sol
se por com a minha felicidade sonharei.
E assim eu sobrevivo
Das minhas esperanças
cativo .
Do meus tormentos sendo
escravizado pelos meus sentimentos.
Hoje se eu passar
nenhum de vocês vai notar
Vão virar a cara e me
ignorar.
Alguns vão rir e até
apontar.
Mas a aqueles que se
orgulham de me fazer chorar.
De me ignorar
E aos muitos que
preferem apenas me julgar.
Por causa de vocês não
vou mudar.
Sei que as vidas aonde
eu passo as lagrimas param de rolar.
Que os sonhos vão se
realizar.
Pois a aqueles que não
podem ser felizes talvez nem se apaixonar.
Mas deixam tudo que
lhes falta na vida que eles puderem tocar.
Autor:Alberto Correa de
Matos
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