Ainda não entendo
Por que eu fico
correndo.
Se as pessoas a minha
volta estão parando.
Parando de amar
Parando de se importar
Parando de se enxergar
Mas esta tudo bem
ninguém tem defeitos.
Todos somos perfeitos.
Nunca erramos.
E com certeza não
somos nós que matamos o futuro
Até por que esse já
nasceu natimorto em um bueiro sem amparo.
Como é lindo quando
dizemos com orgulho eu que fiz
Esquecendo das pessoas
que te ensinaram isso com um giz
Sempre lhe incentivando
e dando esperanças de ser feliz.
Não adianta agora nos
lamentarmos.
Com o fim de nossos
sonhos.
E com a esperança
desaparecida.
Por entre os cartazes
nas paredes da cidade anunciando que ela esta perdida.
Sei que um dia alguém
vai reparar.
Quando tudo começar a
desmoronar.
Que o sol vai voltar a
brilhar.
Pois por enquanto é o
único lugar.
Que os homens não
foram capazes de corromper.
Pois seus pés imundos
não puderam lhe tocar.
Já que com suas chamas
todo seu dinheiro iria se perder.
Autor:Alberto Correa de Matos
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