sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Perdoa ato I




As estrelas que povoam  as minhas tardes.
São nada mais que  pequenos vaga-lumes.
Seduzindo ingenuamente  as flores.
Embalados pelo ritmo da solidão e de falsos amores.

Interrompidos pelo compasso das trovoadas.
De nossas brigas.
Que como o preludio de um vendaval  levou consigo as promessas.
E sepultou as lembranças de minhas esperanças bandidas e hoje banidas.

É toda essa cólera que  cai sobre mim enquanto admiro paralisado meu castelo desabar.
Vi que como os erros pesam e ferem mais que  as juras que tive de sepultar.
E tive de aprender a lidar com a dor de não merecer  te amar.

Com o tempo e a presença de seu nome em   meu coração ele se resignou.
Se perdoou.
se reencontrou.
Te perdeu.
Toda essa dor me faz pensar em como fui covarde e em tudo que você sofreu.
E por fim com todo esse remorso que corrói a minha alma que assim morreu.

É engraçado que diga isso em versos
Depois de perceber que nossos passos.
Apenas foram dois meridianos
E que se afastaram como dois paralelos.
Que por força de nossos destinos .
Vagarão eternamente perdidos, como dois corações desencontrados.

Autor:Alberto Correa de Matos




sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Os olhos e os presentes de Deus.



E quando o que nos resta são as esperanças .
Devemos entender que o coração não consegue atravessar portas.
E que nossos olhos são bem mais que duas janelas são seus guias .
Pras emoções que não podem sair , são nossas espadas.

E que como um medico tiram do peito flechas.
E como um mago as transformam em cascatas.
Que escorrem na forma do orvalho da manhã em finas gotas.
Carregadas de salgadas alegrias.
banhando de esperança as dores amargas.
Afogando assim todas as tristezas e agonias.

São eles que dizem sem palavras.
O que a boca com textos e livros inteiros não tem coragem de falar.
São capazes de condenar sem julgar.
E de absolver sem nos enganar.
São só dois olhos mas nos apresentam, todos os sentidos de todas as coisas.
Que Deus tem pra nos mostrar.
É como a vida um dia a de me explicar.
Como decifrar os mistérios que guardas.
No fundo desses olhos lindos que me ensinaram além do que posso enxergar.

Autor:Alberto Correa de Matos.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Eternizar.




Todo amor que ficou no meu passado.
Ficou por que precisava ficar bem guardado.
Aonde somente eu e você pudéssemos nos encontrar
Um lugar mesmo que na memoria,  onde eu pudesse  te  amar.

Mas é assim o teatro da vida.
Mesmo que a cortina corra aberta  por  toda madrugada.
Não podemos exigir que a cena dure, até um dos dois ter que  partir.
Pois as vezes o amor prefere que a cena termine num drama onde ele possa  fugir.
Sumir.

Só resta então aceitar.
Que o que o tempo e a vida tem pra nos ensinar.
É que tudo que  não é pra ser nosso; somente nas lembranças sera possível eternizar.
Pois tudo  que é eterno ate a hora de acabar.
É sem duvida a vontade de um dia poder  te amar.

Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Quando o amor chegar.



Quando a vida nos ensina sobre amor.
Não medimos o tempo que passou.
Nem nos importamos se sentimos alguma dor.
Só notamos que o relógio parou.

A cada passo sozinho  que damos.
Parece que o mundo vai se enchendo de cor.
E que cada sorriso vai varrendo; pouco a pouco; do peito qualquer  rancor.
Quando sob o luar  prateado chegam ao fim todos  os nossos  desencontros.

Não nos importamos em sonhar.
Pois quem não teme amar.
Com certeza aprenderei quem não tenho motivos pra deixar .
De espalhar minha alegria.
E de sorrir Todo   dia.

Mas se mesmo assim.
O amor quiser  chegar ao fim.
E fugir de mim.
Restara de lembrança nas fotos a saudade.
Que me fara lembrar de tudo de bom que existe se ter  outra metade.

Mesmo que o sonho acabar.
E a desilusão sem avisar  chegar.
Não deixarei de lutar.
Pois um dia a minha metade vai chegar.
É a lua apaixonada em tom de prata  de novo voltara a Brilhar.

Autor :Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Funeral.




Ando caminhando em estrelas.
Sendo guiado por uma procissão de velas.
E por lamentações  de  muitas pessoas.
Que me soam  vagas e estranhas.

Sinto  desse lado uma calma.
Um acalento  que vem do fundo da alma.
Um sentimento sincero.
Uma sensação que a tanto  tempo espero.

Como se fosse um adeus.
Como se fosse o fim de toda dor  e um encontro com Deus.
Me sinto aliviado.
Pois todo esse povo do meu lado.
Fizeram um dia parte do meu passado.

Que hoje jazera comigo que sigo na frente silenciado.
Pois meus sonhos e todo meu medo.
Juntos de meus erros serão pra todo sempre sepultados.

Autor: Alberto Correa de Matos.