sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Perdoa ato I




As estrelas que povoam  as minhas tardes.
São nada mais que  pequenos vaga-lumes.
Seduzindo ingenuamente  as flores.
Embalados pelo ritmo da solidão e de falsos amores.

Interrompidos pelo compasso das trovoadas.
De nossas brigas.
Que como o preludio de um vendaval  levou consigo as promessas.
E sepultou as lembranças de minhas esperanças bandidas e hoje banidas.

É toda essa cólera que  cai sobre mim enquanto admiro paralisado meu castelo desabar.
Vi que como os erros pesam e ferem mais que  as juras que tive de sepultar.
E tive de aprender a lidar com a dor de não merecer  te amar.

Com o tempo e a presença de seu nome em   meu coração ele se resignou.
Se perdoou.
se reencontrou.
Te perdeu.
Toda essa dor me faz pensar em como fui covarde e em tudo que você sofreu.
E por fim com todo esse remorso que corrói a minha alma que assim morreu.

É engraçado que diga isso em versos
Depois de perceber que nossos passos.
Apenas foram dois meridianos
E que se afastaram como dois paralelos.
Que por força de nossos destinos .
Vagarão eternamente perdidos, como dois corações desencontrados.

Autor:Alberto Correa de Matos




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