As estrelas que povoam as minhas tardes.
São nada mais que pequenos vaga-lumes.
Seduzindo ingenuamente as flores.
Embalados pelo ritmo da solidão e de falsos amores.
Interrompidos pelo compasso das trovoadas.
De nossas brigas.
Que como o preludio de um vendaval levou consigo as promessas.
E sepultou as lembranças de minhas esperanças bandidas e hoje banidas.
É toda essa cólera que cai sobre mim enquanto admiro paralisado meu castelo desabar.
Vi que como os erros pesam e ferem mais que as juras que tive de sepultar.
E tive de aprender a lidar com a dor de não merecer te amar.
Com o tempo e a presença de seu nome em meu coração ele se resignou.
Se perdoou.
se reencontrou.
Te perdeu.
Toda essa dor me faz pensar em como fui covarde e em tudo que você sofreu.
E por fim com todo esse remorso que corrói a minha alma que assim morreu.
É engraçado que diga isso em versos
Depois de perceber que nossos passos.
Apenas foram dois meridianos
E que se afastaram como dois paralelos.
Que por força de nossos destinos .
Vagarão eternamente perdidos, como dois corações desencontrados.
Autor:Alberto Correa de Matos
Nenhum comentário:
Postar um comentário