sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Perdoa ato II




Como a tristeza que chega nessa briza que vem do mar.
Na lembrança de seu perfume que não me deixa parar.
De sonhar .
Com o  dia que você  iria me perdoar.
Mesmo sabendo que o melhor e eu não me iludir, nem te esperar.

Pois o que notei quando pude te reencontrar
 Na intensidade do brilho do teu  olhar.
Foi um pedido pra que eu me afastar
Como se fosse um estorvo que deixasse de te incomodar.
Que eu enterrasse esse amor que você nunca quis provar.
Me negando o direito de admirar .
Aquele sorriso mórbido e delicado que fiz um dia desabrochar.

Como um vulto do  passado preferiste me negar.
Com a esperança de me ver desistir de te atormentar.
Mas essa ilusão insistiu em me guiar.
Pra perto de uma agonia, de uma dor que me fizeram muitas vezes  chorar.
Quando percebi que só eu amei e só eu quis fazer desabrochar.
Um sentimento que mesmo sem nunca ter existido eu queria ver voltar.

Mas como a viola  que aprende a ficar longe do luar
Aprendi a me conformar.
Aprendi a enxergar.
Alem do que coração queria me dar.
E assim eu pude em versos desabafar.
A dor que sinto em amar.
Quem nunca mais  vai voltar.

Autor:Alberto Correa de Matos

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