domingo, 17 de fevereiro de 2013

Bruna.



São as  folhas Caídas.
Que cobrem de sinceridade as ruas.
Nesse tom latente de falsas promessas.
Que junto do frio se confidenciaram outra vez vazias.

Como a cama arrumada que denuncia.
Pelo rastro da taça partida em que eu a perdia.
Sentenciado a cada badalada do relógio a reconhecer que você sumiria.
Que não estarás de volta ao fim do dia.

Fazendo suas malas.
Como um vulto de noites de verão mal dormidas.
Se despedindo e sumindo com a mesma majestade das fadas.
Desfazendo meu peito como um delicado sorriso a facadas.

Foi essa a minha sensação diante de quem  não viu.
Nem se quer saberei se você percebeu.
Que não foi meu mundo ali quem morreu.
Mas sim, que foi a  liberdade quem ali finalmente me sorriu .

Autor :Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Perdoa Ato Final.




Você alguma vez  já pediu desculpas ?
As vezes fico horas.
Numa pena que dura muitos dias.
Em uma prisão  de duvidas.
Sem saber a quem perguntar.
Sem ter com quem desabafar.
Alguma solução pra poder me libertar.

Mesmo que condenado a uma solitária existência.
Estou deixando o tempo decidir, sem me iludir com um:” como seria ?”.

Pra que quando a oportunidade surgir.
Eu tenha forças pra me redimir.
Respeitando o peso de suas magoas e dos meus erros.
Diante da estrela que expulsei de meus sonhos.
O tempo provou assim  ser o melhor professor  pra mim .
Ele quem me faz desejar te ver feliz e por nesse amor um fim.


Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Perdoa ato II




Como a tristeza que chega nessa briza que vem do mar.
Na lembrança de seu perfume que não me deixa parar.
De sonhar .
Com o  dia que você  iria me perdoar.
Mesmo sabendo que o melhor e eu não me iludir, nem te esperar.

Pois o que notei quando pude te reencontrar
 Na intensidade do brilho do teu  olhar.
Foi um pedido pra que eu me afastar
Como se fosse um estorvo que deixasse de te incomodar.
Que eu enterrasse esse amor que você nunca quis provar.
Me negando o direito de admirar .
Aquele sorriso mórbido e delicado que fiz um dia desabrochar.

Como um vulto do  passado preferiste me negar.
Com a esperança de me ver desistir de te atormentar.
Mas essa ilusão insistiu em me guiar.
Pra perto de uma agonia, de uma dor que me fizeram muitas vezes  chorar.
Quando percebi que só eu amei e só eu quis fazer desabrochar.
Um sentimento que mesmo sem nunca ter existido eu queria ver voltar.

Mas como a viola  que aprende a ficar longe do luar
Aprendi a me conformar.
Aprendi a enxergar.
Alem do que coração queria me dar.
E assim eu pude em versos desabafar.
A dor que sinto em amar.
Quem nunca mais  vai voltar.

Autor:Alberto Correa de Matos