São as folhas Caídas.
Que cobrem de sinceridade as ruas.
Nesse tom latente de falsas promessas.
Que junto do frio se confidenciaram outra vez vazias.
Como a cama arrumada que denuncia.
Pelo rastro da taça partida em que eu a perdia.
Sentenciado a cada badalada do relógio a reconhecer que você sumiria.
Que não estarás de volta ao fim do dia.
Fazendo suas malas.
Como um vulto de noites de verão mal dormidas.
Se despedindo e sumindo com a mesma majestade das fadas.
Desfazendo meu peito como um delicado sorriso a facadas.
Foi essa a minha sensação diante de quem não viu.
Nem se quer saberei se você percebeu.
Que não foi meu mundo ali quem morreu.
Mas sim, que foi a liberdade quem ali finalmente me sorriu .
Autor :Alberto Correa de Matos