Deixa-me voar.
Pra longe da linha do mar.
Com uma desculpa qualquer só pra te amar.
E no fim dos teus carinhos cair e me afogar.
Deixa-me sonhar.
Que quando o dia acabar.
As flores vão se levantar.
E se jogarão sobre o chão só pra você passar.
Deixa-me te dizer.
Que tudo de mais lindo que tem pra acontecer.
Vem no próximo amanhecer.
Quando meu coração e o seu poderão se conhecer.
Deixa-me adormecer.
E deixar a teia do tempo tecer.
Os momentos e memórias que um dia vão desaparecer
E que o silencio dessas imagens marquem, uma nova maneira de viver.
Autor:Alberto Correa de Matos
domingo, 25 de agosto de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Solidão sem fim.
Se soubesse que seus sorrisos.
Deixariam tantas vezes meus olhos rasos.
Se soubesse que eu sumiria no seu olhar.
Como um pescador perdido no mar.
Se eu soubesse que te perderia sem nunca lhe conquistar.
Sem jamais conseguir te abraçar.
Se eu soubesse que se apaixonar.
Machucava tanto eu jamais iria deixar ela me encontrar.
Se eu soubesse que a felicidade.
Transformaria-nos em estranhos mesmo morando na mesma cidade.
E que meus sentimentos.
E seus sonhos.
Nos transformaria em desconhecidos.
Eu jamais ousaria sentir essa dor.
Mas a vida me ensina a não dar valor.
A infelicidade e ao rancor.
E a desejar a você que finalmente encontre um verdadeiro amor.
Alguém que saiba como e quando reconhecer seu verdadeiro valor.
Autor: Alberto Correa de Matos
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Tormenta.
Esses Caminhos que
meu coração teima em trilhar.
Na esperança de encontrar.
Alguém capaz de nos aceitar.
Sem nos discriminar.
Pare! Coração de tentar.
Ninguém vai por nós se apaixonar.
Muito menos vai se interessar.
Nos teus mistérios e em como nos desvendar.
Como é medíocre nossa luta.
Que a esse peito sempre arrebenta.
Sem ter ninguém depois pra concerta.
O estrago dessa tormenta.
Vamos embora coração ninguém vai notar.
Nossa cortina se fechar.
Nossa dor se calar.
Pois nem todas as estrelas nasceram pra brilhar.
Autor: Alberto Correa De matos
domingo, 11 de agosto de 2013
Portas.
Abrir as portas.
Por onde um dia entraram as pessoas.
Que o tempo registra apenas como sombras
Que se perderam entre as aflições do fim dos dias.
Às vezes essas mesmas portas selarão os destinos.
Que quando fechadas terminarão com sonhos.
Que jamais foram libertados.
Ou quem sabe foram apenas esquecidos.
Elas às vezes são a ultima imagem de um amor.
É as lembranças mais viva de todo rancor.
Que marca as agonias e o horror.
Que se escondem por trás da perda e de toda sua dor.
Portas são apenas fachadas.
Estando cobertas de mentiras e lagrimas.
Seladas no peito veladas e fechadas.
Ou singelas alegrias, que em algum momento serão abertas.
E pela vida descobertas.
Autor: Alberto Correa de Matos
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Estrelando a vida.
A vida é feita de atos
E somos todos atores interpretando momentos.
Sejam eles épicos gloriosos.
Ou Dramáticos fracassos.
O importante é que são essas peças.
De roteiros improvisados por deliciosas memórias.
Aplaudido de um camarote por verdades dolorosas.
E Criticado nas ruas por sórdidas mentiras.
Estrelado por mais um peito fracassado.
Que se ilude e bate confiante que este desenganado.
Espera pelo final triunfante e desconsolado.
Ardendo sobre um falso sorriso frustrado.
E toda plateia ignorante começou a se silenciar.
Depois que num ato final antes da cortina baixar.
Num grito de dor de fazer o teatro todo balançar.
Ali a dor de um coração que não pode mais sonhar.
Pois se deu conta que é tarde demais pra ele amar.
E não terá uma ultima vez a sua menina pra beijar.
Pois já é tarde demais pra acordar.
Autor: Alberto Correa de Matos
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