terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Novela


Caminhei sem meu estandarte.
Com estrelas caindo de toda parte.
E o tempo como um espectador inocente.
Aplaude as cinzas sobre minha bandeira inerte.

Meus hinos já se silenciaram
velaram.
Choraram.
E sem qualquer coerência se calaram.

E como se fossem profanas.
Minhas flores americanas.
São linchadas.
Pelos gafanhotos dos senhores e suas ignorâncias.

As estrelas pararam de despencar.
O tempo parou de admirar.
Pois o fim que estava por chegar.
Faria qualquer um às nove da noite se calar.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Lamento Ato 1


Santo Antonio guarda minhas portas.
E me ajude a encontrar as graças.
Da minha fé nas entrelinhas.
Das orações que iluminam minhas rezas.

Perdoa- me meu pai a minha rebeldia.
Quando diante da pobreza e da agonia.
Não te enxergo guiando meu dia a dia.
E dividindo seu pão em todas as manhas que eu comia.

Sei que não sigo teus mandamentos.
Da maneira que todos deveríamos.
Pois como todos rebeldes ignoram dos pais seus conselhos.
Sigo eu junto dessa natureza humana de todos teus filhos.

Espero que diante do altar.
Perdoe-me por não saber rezar.
Pois o tempo que perdia tentando pela vida me acomodar.
E o tempo que aprendi com o senhor a amar.

Autor:Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Humanidade e civilizações ...futuro ?



Os porcos engordam na ignorância.
Dos homens fardados de hipocrisia.
Perdidos na ganância.
De quem saúda a morte ao meio dia.

Os príncipes em seus carros.
Cavalgando sobre muitos cavalos.
Perdendo se entre ferros retorcidos.
A juventude e toda a magia de seus sonhos.

As damas leiloam sua liberdade.
Em troca de joias e uma verdade.
Ofuscada pelos brilhos da caridade.
De quem só se importa em às ter pela metade.

Vamos embora antes de acontecer.
A mudança que todos esperam ver.
Das nossas almas prestes a desaparecer.
Juntos das flores que deixarão pra sempre de florescer.


Autor:Alberto Correa de Matos

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Cigarra


Sem conseguir entender.
Que precisava junto do tempo correr.
Achava que teria o poder.
De lhe fazer parar de sofrer.

Sem mais sentir ou temer.
As injustiças que durante o amanhecer.
Escondiam as cicatrizes que me faziam adormecer.
Sobre as cinzas do meu tempo que o progresso faziam desaparecer.

Venham diante das forças do tempo me resgatar.
Antes das mentiras terminarem de me apagar.
Pra sem motivos nenhum conseguirem justificar.
A ganância daqueles que não me deixaram mais cantar.

Pois peço que perdoem meu rancor.
Contra seu dinheiro e sua falta de amor.
Mas esse seu mundo todo cinza nobre empreendedor.
Jamais será mais feliz que o meu escrito com lápis de cor.


Autor: Alberto Correa de Matos