segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ai ,ai ... Iara


Iara ,me conte  dos segredos.
Que escondeu nos teus cantos.
A ponto de fazer tantos marinheiros.
Trocarem suas vidas por teus ensaios melancólicos.

Iara ,Carregue-me  na frieza de teus braços.
Para dentro dos mistérios dos rios.
E ensina-me a amar como os botos.
Além dos mitos e medos humanos.

Iara, tantos já julgaram sua maldade.
Como se a humanidade.
Tivesse ainda bom senso e capacidade.
De definir na realidade o sentido da bondade.

Iara.Vamos compartilhar da verdade em Silêncio.
Aguardando o momento em que meu coração vazio.
Largara de mão sua arrogância como um prenuncio.
Da  paz que  o aguarda no leito do rio.


Autor:Alberto Correa de Matos

sábado, 27 de dezembro de 2014

Homenagem para as flores

Tenho que saudar as rosas.
Que acompanham a ternura das palavras.
Tornando-se confidentes das paixões mais obscenas.
Nas historias de amor, mais insanas.

Tenho saudade das hortênsias.
Que em cada uma das suas pétalas.
Guardaram o carinho de tantas infâncias.
Hoje perdidas do convívio de nossas famílias.


Tenho inveja dos cravos.
Que por tantos anos.
Foram esquecidos.
Que agora só confortam os mortos.

Tenho o sonho de semear tantas flores.
Para provar da magia fadigada de seus perfumes.
Que me esqueço das diferenças entre poetas e amantes.
Enquanto um planta decepções, o outro colhe amores.


Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Estrela guia



E quem diria.
Que chegaria o dia.
Em que eu não poderia.
Mais ver minha estrelinha guia.

Terei agora de calar no meu peito esse segredo.
Que por alguns anos tem me acompanhado
E que quando parecia que eu desistiria de tudo.
Motivou-me tantas vezes a seguir revigorado.

É triste tenho que te confessar.
Saber que não poderei lhe contar.
Tudo aquilo que eu desejo tanto poder te falar.
Pois o seu destino é ir alem do horizonte e brilhar.

Tenho agora que deixar.
O destino me guiar.
Pois talvez eu nunca possa me declarar.
Mas aonde quer que você esteja, saiba que sempre irei te admirar.


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 21 de dezembro de 2014

Limites

Qual será o limite?
Entre o sol ardente.
E uma estrela cadente.
Pra quem não sabe como se sente.

Qual será o limite?
Quando o coração parece distante.
E o peito se torna apenas um mirante.
Pra quem enxerga na saudade, a essência da vida como arte.

Qual será o limite?
Desse mundo de que faço parte.
E que depende da minha própria sorte.
De criar coragem de sorrir para o futuro e atravessar a ponte.

Qual será o limite?
Entre essa estrela que me guia para o norte.
E as metáforas de amor que utilizo de passaporte.

Pra fugir das magoas que correm dos meus olhos toda noite.

Autor:Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Desenganado



Agora me sinto esquecido.
Nas sombras do passado.
Como um velho farol apagado.
Desiludido.

Tentava encontrar.
Uma brecha no teu olhar.
Que pudesse me guiar.
Iluminar.

Para fora dessas sombras.
Que me deixam sem ações e palavras.
Afogando-me em magoas.
Antigas.

Quem sabe algum dia.
Terei a mesma ousadia.
Do beija-flor ao se declarar a magnólia e assim te sentiria.
Amaria.


Autor: Alberto Correa de Matos

Castelo de areia



Eu me sentia.
Quando admirava você, feito de areia.
E que enquanto o vento me varria.
Eu Fugia.

Pra mim parecia.
Que eu jamais venceria.
Que na beira da praia.
Eu desapareceria.

Eu não sabia.
Como vencer essa distancia.
Que entre nós existia?
Eu perderia.

Eu não entendia.
Que talvez  eu não tivesse outro dia.
Pra te ter como queria.
Você me esqueceria.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Perturbador?



Procuro as vozes que caem das estrelas.
Chamando na brisa do mar por elas.
Pra me guiarem alem dos contos de fadas.
Aonde serei enganado por muitas mentiras.

Guio-me por aquelas promessas.
De novos dias.
Novas pessoas.
Mas sempre sabendo que não poderei abraça-las.

Afinal nem todos tem direito a finais felizes.
A terem amores.
Serem vencedores.
Atores.

Respondam-me só esta noite, por favor!
Por que não tenho direito a uma historia de  amor?
Por que não vejo mais meu mundo com nenhuma cor?
E só me restam, a lua, as nuvens e esse silencio... perturbador.


Autor: Alberto  Correa de Matos