terça-feira, 22 de setembro de 2015

Chega !



Não adianta me enganar.
Que exista alguém em algum lugar.
A me procurar.
Pois as pessoas certas,tem o tempo certo pra chegar.

Vou parar  de reclamar.
Pois o tempo não costuma segurar.
As mãos  de quem ao invés de mudar.
Perca tempo se dispondo a chorar.

Pois são as chuvas e não nossas lagrimas.
Que irão alimentar o mar.
Pois não são as ondas.
Mas nossas pernas que fazem a terra girar.

Chorei, chorei, chorei até me afogar.
Gritei,gritei,gritei sem ninguém se importar.
Resolvi então parar.
E deixar o tempo das marés me guiar.


Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Valores ou valores?


Apagaram os meus rastros.
Parcelaram meus sentimentos.
Tributaram meus sonhos.
E penhoram os meus projetos.

Eu sei que as cicatrizes do passado.
É que modelam as dívidas do estado.
E que meu coração magoado.
Não tem direito de soltar, se quer um gemido.

Peço desculpa por lutar pelas migalhas do meu pão.
Pois não tenho, o poder de abençoar  teu perdão.
Pois pra quem julga o ladrão.
Não vai  estoura o limite do cartão.

Não tenho meus direitos?
Já que foram vendidos.
Já não existem mais escravos?
Por isso pago impostos pelos meus sorrisos.
Por quê vou ter que afogar meus gritos?
Se há séculos já pago os juros, do sangue e do suor de meus antepassados.


Autor: Alberto Correa de Matos