Apagaram os meus rastros.
Parcelaram meus sentimentos.
Tributaram meus sonhos.
E penhoram os meus projetos.
Eu sei que as cicatrizes do passado.
É que modelam as dívidas do estado.
E que meu coração magoado.
Não tem direito de soltar, se quer um gemido.
Peço desculpa por lutar pelas migalhas do meu pão.
Pois não tenho, o poder de abençoar teu perdão.
Pois pra quem julga o ladrão.
Não vai estoura o limite do cartão.
Não tenho meus direitos?
Já que foram vendidos.
Já não existem mais escravos?
Por isso pago impostos pelos meus sorrisos.
Por quê vou ter que afogar meus gritos?
Se há séculos já pago os juros, do sangue e do suor de meus antepassados.
Autor: Alberto Correa de Matos
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