sábado, 17 de outubro de 2015

Santuário.



É as margens do  silêncio.
Que encontro  vida  no mistério.
E no badalar passivo do relógio.
Um refugio.

Lembro de como era frio.
Preencher  um céu sombrio.
Com um luar solitário.
Sem reflexo sobre um lago vazio.

Como no sentido literário.
Meu  destino sempre foi  ser um operário.
Escravo do medo e servo do  horário.
Uma gota sem vida no hemisfério.

Me restou apenas saborear o delírio.
Dessa solidão nas contas do rosário.
E com lagrimas e amor regar o lírio.
Que guarda as portas do meu santuário.

Autor:Alberto Correa de Matos



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