É as margens do silêncio.
Que encontro vida no mistério.
E no badalar passivo do relógio.
Um refugio.
Lembro de como era frio.
Preencher um céu sombrio.
Com um luar solitário.
Sem reflexo sobre um lago vazio.
Como no sentido literário.
Meu destino sempre
foi ser um operário.
Escravo do medo e servo do horário.
Uma gota sem vida no hemisfério.
Me restou apenas saborear o delírio.
Dessa solidão nas contas do rosário.
E com lagrimas e amor regar o lírio.
Que guarda as portas do meu santuário.
Autor:Alberto Correa de Matos
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