quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Menina Morena



Algumas primaveras passaram.
Algumas flores não brotaram.
Algumas lembranças não despareceram.
E algumas borboletas partiram.

Alguns sorrisos são amargos.
Outros sínicos.
Mas para os olhos dos outros.
Ambos são verdadeiros.

Deixo com minha solidão.
As dores do coração.
E na força da minha paixão.
As asas que me carregam para longe da escuridão.

Olha menina morena as nuvens sorriram.
Ao lembrarem do teu nome vagalumes choraram.
E aquelas borboletas que partiram.
Para repousarem em seu peito retornaram.


Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Sonhos esquecidos.



Meus sonhos esquecidos.
Alimentam o mar com meus mistérios.
Enquanto meus olhos desacreditados.
Brilham desiludidos.

Algumas lembranças suas.
Que ainda confundem minhas escolhas.
Enquanto algumas esperanças perdidas.
Me fazem retornar as nossas tantas despedidas.

Enquanto vou vivendo sem conhecer teu amor.
Vão brotando rosas negras em meu peito dessa dor.
E as flores dessas cicatrizes repletas de rancor.
Fazem eu aceitar que a solidão para mim talvez seja melhor.

E sem nossas promessas ao entardecer.
Sinto seu nome como uma brisa na cidade desaparecer.
Obrigado minha lua morena por me esquecer.
Enquanto o frio da madrugada vem me acolher.

Autor: Alberto Correa de Matos



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

E nesses devaneios?



Esses meus devaneios.
De encontrar nos olhos certos.
Um abrigo contra meus medos.

Esses meus caminhos.
Sempre tão tortos.
E sempre sozinhos.
Apesar de todos esses sorrisos.

Esses meus passos.
Sempre tão desajeitados.
Quando lembram dos nossos desencontros.

Essa minha teimosia.
De ser feliz todo dia.
Mesmo que minha alma hoje não sorria.
Por favor, Destino devolva minha estrela guia?


Autor: Alberto Correa de Matos

domingo, 4 de setembro de 2016

Biografia


A minha solidão.
É uma brisa de decepção.
Varrendo as praias do meu coração.
Enquanto meu silêncio.
Compensa o mistério.
Do meu peito vazio.
No meu céu não existem estrelas.
Pois todas foram levadas.
Para brilharem sobre outras ilhas.
Sou uma ilha perdida.
Em meio as outras ilhas, esquecida.
Quem sabe até um dia desaparecida.
Se meu olhar é triste.
Se me falta uma parte.
Aos olhos de todos os outros sou apenas Arte.
Autor: Alberto Correa de Matos