sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Diamante Negro


Brigamos.
Sorrimos.
Mentimos.
Mas é assim que nos amamos.

Viajamos.
Sonhamos.
Conversamos.
Mas é assim que nos encontramos.

Provocamos.
Cutucamos.
Fingimos.
Mas é assim que nos tornamos amigos.


Dançamos.
Abraçamos.
Choramos.
Brincamos.
Mas é assim que namoramos.


Autor : Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O Opaco


Talvez se eu caminhasse sozinho.
Por esse pesadelo disfarçado de sonho.
Como se esse não fosse meu caminho.

Assim eu poderia parar de fingir.
Que me deito sobre rosas ao sorrir.
Enquanto os seus espinhos teimam em me ferir.

Quem sabe se esses sentimentos.
Me deixassem em paz e secassem como meus olhos.
Que de tanto chorar hoje estão desertos.
Opacos.

Talvez se não fosse um castigo.
Sentir tudo que sinto, se houvesse um abrigo.
Algum ombro amigo.

Eu pudesse ousar.
Algum dia voltar a te encarar.
Conversar.

Quem sabe algum dia alguém possa me resgatar.
Dessas armadilhas que seguem em me espreitar.
Enquanto não consigo me libertar.
Só me resta me disfarçar.
Atuar.


 Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cansei !


Cansei de andar sozinho.
Me iludindo no meu “ mundinho ”.
Com as mentiras que criei nesse caminho.

Cansei de cuidar dessas “ flores ”.
Preso a ilusão que alguma dessas paixões.
Algum dia se importariam com minhas razões.

Cansei de ter de esconder meus sentimentos.
Pois apesar de tantos outros erros.
Só se condenam meus “ pecados ”.

Cansei de fazer sorrir.
Quem não se importa de me ver partir.
E ainda agradece pelas minhas costas por me ver sumir.

Cansei de toda essa hipocrisia.
Que vai aparecer alguém um dia.
Que vai querer o que ninguém mais queria.

Cansei de toda essa poesia.
Escrita por gente vazia.
Que resume a vida numa eterna putaria.

Cansei de entender essas vítimas.
Que culpam os outros por derramarem as lagrimas.
Das suas próprias escolhas.

Cansei de viver nesse galinheiro.
Aonde todos querem ser malandros o tempo inteiro.
Mas não sabem limpar a sujeira do próprio banheiro.


Autor: Alberto Correa de Matos