Talvez se eu caminhasse sozinho.
Por esse pesadelo disfarçado de sonho.
Como se esse não fosse meu caminho.
Assim eu poderia parar de fingir.
Que me deito sobre rosas ao sorrir.
Enquanto os seus espinhos teimam em me ferir.
Quem sabe se esses sentimentos.
Me deixassem em paz e secassem como meus olhos.
Que de tanto chorar hoje estão desertos.
Opacos.
Talvez se não fosse um castigo.
Sentir tudo que sinto, se houvesse um abrigo.
Algum ombro amigo.
Eu pudesse ousar.
Algum dia voltar a te encarar.
Conversar.
Quem sabe algum dia alguém possa me resgatar.
Dessas armadilhas que seguem em me espreitar.
Enquanto não consigo me libertar.
Só me resta me disfarçar.
Atuar.
Autor: Alberto Correa
de Matos
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