Preciso de uma cura para essa alergia.
Que tenho de sentir alegria.
Uma mania cinzenta de todo dia.
Abraçar a minha monotonia.
O tempo é quem me seduziu com sua melancolia.
Naquele sorriso daquela
menina que partia.
Sem nunca ter se importado com como eu me sentiria.
Apenas mentia, jurava e me iludia.
A vida é quem me desenhava.
Nas flores mortas nas
mãos do homem que descansava.
Enquanto suas lágrimas divertiam quem passava.
Fingindo acreditar que com ele em algum lugar alguém se
preocupava.
Vida e tempo que me condenaram.
Pelas escolhas que me diminuíram.
Diante das pessoas que me subestimaram.
E que diante do meu
silêncio venceram.
Sumiram.
Afinal somos todos como um dente-de-leão sem vida sobre o
campo.
Uma leve brisa de má sorte diante do tempo.
Autor: Alberto Correa de Matos