sábado, 24 de fevereiro de 2018

Até quando ?



Até quando o perfume da solidão.
Vai tocar meu coração.
Até quando desfilarei por essa ilusão.
Procurando você minha doce paixão.

Até quando desaguara em mim essa dor.
De sobreviver sem conhecer o amor.
Até quando esse oceano sem nome e nem cor.
Escondera de mim seu calor.


Até quando vou me enganar.
Que ainda sobrevivo no brilho do seu olhar.
Até quando vou ter coragem de te procurar.
Se nem mesmo minhas lembranças conseguem te tocar?


Até quando vou parar.
Esperando você vir me buscar.
Até quando ainda vou me enganar.
Que em algum lugar você ainda exista a me esperar.

Autor:Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Tarde demais



Faz um pouco mais de um ano.
Que me encontro atravessando pelo Inverno.
Dividindo o peso do abandono.
Com as folhas secas que restaram do último Outono.

Tentando buscar na luz dos teus sorrisos.
Uma desculpa para aquecer meu coração em teus braços.
Enquanto me refugio nos traços silenciosos.
De seus lábios inocentes colorindo meus olhos tímidos.

Mas como ainda não aprendi a conter todos meus medos.
Acabei tropeçando me perdendo de seus carinhos.
Caindo na sombra dos meus erros.
Soterrando em desconfianças e magoas todos meus esforços.

Jogando fora todos aqueles curtos momentos.
Que trouxeram novamente vida a meus olhos.
Falhando na hora de abraçar e participar de seus sonhos.
Simplesmente por tentar esconder de você meus defeitos.


Hoje minhas alegrias são como quadros em museus.
Pinturas esquecidas em mausoléus.
Recordando que nem tive direito a um adeus.


Errei e admito.
Apenas não aceito.
Ter me tornado outra decepção cicatrizando em seu peito.


Por favor apenas me responda.
O que mais preciso fazer pra ouvir novamente sua gargalhada.
EU TE AMO! Por mais que isso não signifique mais nada.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A lua flamenca




A lua continua brilhando?
Enquanto procuro por aquele seu olhar bandido.
Sobre esse riacho maldito ! que carrega com ele seu reflexo amaldiçoado.
Diante do meu olhar vadio embriagado.


A lua ainda estava brilhando ?
Quando me embriaguei no vinho do nosso passado.
Em que ainda restava um pouco do seu carinho disfarçado.
No doce sabor de suas mentiras que me apunhalaram sorrindo.

A lua me abraçou brilhando ?
Ou seria eu que estaria enlouquecendo?
Relembrando.
De todos nossos sorrisos sob as luzes da ribalta bailando.


A lua me abandonou brilhando ?
E meu pobre violão cigano seguia lamentando.
Por outro amor de tantos que já havia partido.
Enquanto as dores e as cores da vida seguiam se repetindo.

Autor: Alberto Correa de Matos