A lua continua
brilhando?
Enquanto procuro por
aquele seu olhar bandido.
Sobre esse riacho
maldito ! que carrega com ele seu reflexo amaldiçoado.
Diante do meu olhar
vadio embriagado.
A lua ainda estava
brilhando ?
Quando me embriaguei
no vinho do nosso passado.
Em que ainda restava
um pouco do seu carinho disfarçado.
No doce sabor de
suas mentiras que me apunhalaram sorrindo.
A lua me abraçou
brilhando ?
Ou seria eu que
estaria enlouquecendo?
Relembrando.
De todos nossos
sorrisos sob as luzes da ribalta bailando.
A lua me abandonou
brilhando ?
E meu pobre violão
cigano seguia lamentando.
Por outro amor de
tantos que já havia partido.
Enquanto as dores e
as cores da vida seguiam se repetindo.
Autor: Alberto
Correa de Matos
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