segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

A lua flamenca




A lua continua brilhando?
Enquanto procuro por aquele seu olhar bandido.
Sobre esse riacho maldito ! que carrega com ele seu reflexo amaldiçoado.
Diante do meu olhar vadio embriagado.


A lua ainda estava brilhando ?
Quando me embriaguei no vinho do nosso passado.
Em que ainda restava um pouco do seu carinho disfarçado.
No doce sabor de suas mentiras que me apunhalaram sorrindo.

A lua me abraçou brilhando ?
Ou seria eu que estaria enlouquecendo?
Relembrando.
De todos nossos sorrisos sob as luzes da ribalta bailando.


A lua me abandonou brilhando ?
E meu pobre violão cigano seguia lamentando.
Por outro amor de tantos que já havia partido.
Enquanto as dores e as cores da vida seguiam se repetindo.

Autor: Alberto Correa de Matos


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