segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vomitando Flores.



Estou cansado.
De tantos atores ao meu lado.
Fingindo.
Que se importam com meu sofrimento “exagerado”.

Estou cansado dessas montanhas.
De almas perdidas.
Que mesmo erradas.
Apenas querem apontarem e roubarem minhas estrelas.


Estou cansado.
Saturado.
Dessa verdade psicodélica do “Reino encantado”.
Mas que ninguém quer ter ao lado.

Estou cansado desses estorvos.
Desse mundo de condenados.
Aonde preferem os cadeados.
Aos corações verdadeiramente apaixonados.


Estou cansado desse banquete de porcos.
Dessa ninhada de ratos.
Que se alimentam de meus sonhos.
E cospem os restos de minhas entranhas aos corvos.

Cansei das rosas e dos seus abraços frios.
Prefiro os cravos secos nas portas dos cemitérios.
Que dividem comigo meus últimos suspiros.
Enquanto um nevoeiro de corpos cremados.
Confundem meus sentidos.
Estou cansado de tantos muros.
Criados para acomodarem os asnos.
E servirem de chiqueiro para os burros.
Enquanto são alimentados pelos restos do banquete dos gatos.

Estou cansado
Saturado.
Revoltado.
Indignado.
Mas somente quem se importa com meu verdadeiro estado.
São as sombras e fantasmas que ainda permanecem ao meu lado.


Autor:Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Uma Manha mais feliz.




Mais uma manhã fria.
Solitária.
Solidaria.
A última lágrima que ainda corria.

Entregue ao sossego.
Cego.
Desapego.
De quem acena as sombras como um amigo.

Saboreando o néctar salgado.
Desperdiçado.
Iluminando.
O sol que em seus olhos desolados refletia derramado.

Desmoronando sua vida sobre os bancos.
Avermelhados.
Tingidos.
Pelo sangue de seus sonhos vencidos.


Autor: Alberto Correa de Matos

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Psicomania


Tantos mundos.
Tantos universos.
Tantos amores desfeitos
Tantos poetas silenciados.
Tantas verdades escondidas.
Tantas mentiras reveladas.
Tantas pessoas machucadas.
Tantas dúvidas esquecidas.
Tantos olhos desertos.
Tantos sentimentos frustrados.
Tantos sonhos abandonados.
Tantos corações enterrados.
Tantas pessoas importantes.
Tantas bandeiras inventadas.
Tantas almas vazias.
E só uma nação em chamas.
Autor: Alberto Correa de Matos