Mais uma manhã
fria.
Solitária.
Solidaria.
A última lágrima
que ainda corria.
Entregue ao sossego.
Cego.
Desapego.
De quem acena as
sombras como um amigo.
Saboreando o néctar
salgado.
Desperdiçado.
Iluminando.
O sol que em seus
olhos desolados refletia derramado.
Desmoronando sua
vida sobre os bancos.
Avermelhados.
Tingidos.
Pelo sangue de seus
sonhos vencidos.
Autor: Alberto
Correa de Matos
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