As vezes
acreditamos.
Que sobrevoamos.
Sobre os
desfiladeiros.
Mais obscuros de
nossos medos.
E com isso não
percebemos.
O quanto nos
enganamos.
Com falsos amigos.
Sorrisos vazios.
E olhos astutos.
Aterrissamos.
Sobre montes de
espinhos.
E somos envenenados.
Por tantos
preconceitos.
E ressentimentos.
Que pouco a pouco,
sem sentirmos.
Descobrimos estarmos
presos.
Nas teias de olhares
irônicos.
Amassados por
abraços cínicos.
Enquanto agonizamos.
Sozinhos.
Iludidos.
Rodeados de
monumentos.
Que pouco a pouco
vão sendo apagados.
Junto das luzes que
iluminam os mais belos cemitérios.
Me sinto assim um
vagabundo perdido entre estranhos.
Solidários.
E amigos
desenganados.
Acompanhando pouco a
pouco tudo perdendo suas cores e sentidos.
E eu novamente
perdendo minhas asas para flagelos.
Que prenderão minha
alma novamente a abismos.
Que jamais serão
iluminados.
Aonde nunca mais
encontrarei abrigo nos teus olhos.
Somente flores sobre os túmulos.
Autor:Alberto Correa
de Matos
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