domingo, 2 de dezembro de 2018

Marinheiro menino.


Menino.
De sorriso clandestino.
Sou capitão de um veleiro de papel sem destino.
Vagando entre os versos das gotas de sereno.
Que regam as pegadas que deixarei nesse mundo tão pequeno.


Sentindo.
O vento guiando.
As velas que me distanciam do passado.
Afagando.
Os pedaços do meu coração despedaçado.

Sorrindo.
Para o sol e sempre atuando.
Aturando.
Essa rotina que pouco a pouco vai me matando.
Sorrindo.

Assim fui percebendo.
Que apesar de tanto estudo.
E de sempre fazer de tudo.
Nunca existiu realmente uma praia ou um abraço me esperando.
Apenas o tempo me lembrando que estou envelhecendo.
E que no final da jornada não existirão pessoas no porto me esperando.
Apenas minhas estrelas e meus sonhos naufragando comigo.

Descartados.

Autor:Alberto Correa de Matos

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