Menino.
De sorriso
clandestino.
Sou capitão de um
veleiro de papel sem destino.
Vagando entre os
versos das gotas de sereno.
Que regam as pegadas
que deixarei nesse mundo tão pequeno.
Sentindo.
O vento guiando.
As velas que me
distanciam do passado.
Afagando.
Os pedaços do meu
coração despedaçado.
Sorrindo.
Para o sol e sempre
atuando.
Aturando.
Essa rotina que
pouco a pouco vai me matando.
Sorrindo.
Assim fui
percebendo.
Que apesar de tanto
estudo.
E de sempre fazer de
tudo.
Nunca existiu
realmente uma praia ou um abraço me esperando.
Apenas o tempo me
lembrando que estou envelhecendo.
E que no final da
jornada não existirão pessoas no porto me esperando.
Apenas minhas estrelas e meus sonhos naufragando comigo.
Descartados.
Autor:Alberto Correa
de Matos
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