sábado, 27 de julho de 2019

Rochedos.

                                                       
Seguro a areia do tempo.
Que escorre dos meus dedos para um copo.

Enquanto admiro o mar lutando contra os rochedos.
Acompanhado por meus sonhos.
Tímidos e calados.
Sentindo o vento desarrumando meus cabelos.
Vivos e negros.

Sinto o mar molhando meus olhos.
O frio me tomando os sentidos.
Enquanto adormecemos sozinhos.
Cansados.

Sozinhos eu e meus sonhos.
Acordamos isolados.
Diante desse oceano de sorrisos mentirosos.
Torcendo que um dia a felicidade nos alcance aqui nos rochedos.

Autor: Alberto Corrêa de Matos

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Mentira lírica


Um final poético.
Para um coração patético.
É um beijo sínico.
Em um abraço solto e opaco.

Um amor cinzento.
Desacreditado.
Por um olhar seco e desbotado.
Em frente a um outro marejado.

Uma pessoa que sentia sozinha.
Uma outra pessoa que não tinha. 
Uma pessoa que tinha.
Uma outra pessoa que se iludiu sozinha.

Uma pessoa que não amava.
Apenas pisava e rejeitava.
Sobre  os sentimentos de uma pessoa que a admirava.
Por que simplesmente não se importava.
Com aquele coração que por ela chorava.

Autor: Alberto Corrêa de Matos