O sol nascente.
Que iluminava a ponte.
Sem um motivo aparente.
Sorria ardente.
Sem me perceber .
Contemplando a estrada ao amanhecer.
Tentando deixar de sofrer.
Por amores que insisto em vão renascer.
Rasgando a escuridão da madrugada.
Em que a lua se embriagava com meu peito em sabor de gargalhada.
Sangrando sobre a ponte meus versos de poesia desenganada.
Compartilhada.
O mais celeste dos desenganos
Secando a mais pura fonte de meus sentimentos.
Soluçando sozinho sem ninguém pra ouvir meus gritos.
Desesperados e solitários.
Não fui capaz de perceber.
Enquanto o sal escorria por meus lábios, amanhecer.
Sem você se importar em me entender.
Mas sentindo aos poucos assim como a madrugada te sentindo desaparecer.
Autor: Alberto Correa de Matos