quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Sal do Horizonte.

 



O sol nascente.

Que iluminava a ponte.

Sem um motivo aparente.

Sorria ardente.


Sem me perceber .

Contemplando a estrada ao amanhecer.

Tentando deixar de sofrer.

Por amores que insisto em vão renascer.


Rasgando a escuridão da madrugada.

Em que a lua se embriagava com meu peito em sabor de gargalhada.

Sangrando sobre a ponte meus versos de poesia desenganada.

Compartilhada.


O mais celeste dos desenganos

Secando a mais pura fonte de meus sentimentos.

Soluçando sozinho sem ninguém pra ouvir meus gritos.

Desesperados e solitários.


Não fui capaz de perceber.

Enquanto o sal escorria por meus lábios, amanhecer.

Sem você se importar em me entender.

Mas sentindo aos poucos assim como a madrugada te sentindo desaparecer.


Autor: Alberto Correa de Matos

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