Caminhos obscuros.
São traçados.
Por passos silenciosos.
De dores e lágrimas que permanecem ocultos.
São cansaços.
Que acumulamos de cotidianos.
Incompreendidos.
E condenados a serem solitários.
São sofrimentos noturnos.
Que escondemos em hábitos diários.
Sonegados pelos olhos de quem somos julgados.
Enquanto são livres em outras bocas e abraços.
Mas não adianta gritarmos.
Quando os olhos que amamos.
São surdos diante de nossos sofrimentos.
Mas que são felizes na cama de outros desejos.
Te pisam e rotulam por teus sonhos.
Te condenam por teus desejos secretos.
Mas sorriem diante de teus fracassos.
E acabam se afastando de seus sorrisos.
E se aproximando de teus sombrios.
Autor: Alberto Correa de Matos.
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