segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Cansaço.


Caminhos obscuros.

São traçados.

Por passos silenciosos.

De dores e lágrimas que permanecem ocultos.


São cansaços.

Que acumulamos de cotidianos.

Incompreendidos.

E condenados a serem solitários.


São sofrimentos noturnos.

Que escondemos em hábitos diários.

Sonegados pelos olhos de quem somos julgados.

Enquanto são livres em outras bocas e abraços.


Mas não adianta gritarmos.

Quando os olhos que amamos.

São surdos diante de nossos sofrimentos.

Mas que são felizes na cama de outros desejos.


Te pisam e rotulam por teus sonhos.

Te condenam por teus desejos secretos.

Mas sorriem diante de teus fracassos.

E acabam se afastando de seus sorrisos.

E se aproximando de teus sombrios.


Autor: Alberto Correa de Matos.