E a vida as vezes se abre como uma cortina no passado.
Revela a você em poucas lembranças quem realmente esteve do seu lado.
Assim como também joga na sua cara que muitos te fizeram de brinquedo.
Você as vezes nem percebe como muitos que realmente te amaram deixaste de lado.
Quando o passado passa diante dos olhos e você fica com eles marejados.
Lembra de seus sonhos partidos.
Dos sorrisos que a muito se perderam de seu mundinho.
Já que a roda da vida exigiu que aquelas pessoas seguissem seu caminho.
È engraçado como a gente sente nesse momento a companhia das sombras.
Sombras de um futuro melhor
Sombras que parecem asas
Sombras do que parecia que seria um grande amor
Sombras que o tempo apagou
Sombras que o passado já anunciou
Sombras que no presente você nem notou
Pois o tempo de enxergar os donos das sombras passou.
E quando seus passos ecoam silenciosos na rua em meio a alegria alheia.
você lembra de quando sorria.
quando achava que sabia o queria.
Pois é nesse instante que você se torna uma sombra sem vida
Opaca ;perdida enfim é nesse instante que notas a sua vidraça partida.
E enxerga nos cacos espalhados pelo chão.
Que em nenhum momento da jornada foi de alguém seu coração.
Não adianta se lamentar que ninguém sente sua falta.
Achar que a solidão não é tudo que lhe resta.
Quando ironicamente esta isolado num canto dentro de uma festa.
Onde todos riem e se divertem.
Mas assim como as sombras ninguém te enxerga.
Muito menos lhe estende uma mão amiga.
E quando você mais precisa lhe afaga.
A solidão que devora meus pecados
é o preço que pago por ser uma sombra em um mundo de estrelas
Todas falsas luminarias frias e caidas.
Lembranças de uma vida esquecida
Uma sombra que não sera lembrada.
Pois é quando chega no fim do dia
E a pessoal especial que você queria
Como um sopro no vento cotinua desparecida.
E você descobre que não é especial pra ninguém
E que a ultima luz que vive em você ; a da esperança de um dia ser algo pra alguém
Junto com o sol desaparece também .
Mesmo sabendo que um dia a vida dessa sombra chegara ao fim
Não chorem por mim.
by Alberto Correa de Matos



