sábado, 27 de abril de 2013

Santa morena.




Vivia numa selva de pedras
Perdido em  um vasto sertão de promessas
Vagando por um rio seco de amarguras.
Em um cavalo sem rédeas.

Ate que chegou o período de cheias.
E junto dele sentimentos e esperanças.
Trazidos por uma santa que me fazia acreditar.
Que era possível amar.

A se você soubesse santa como admiro sua ternura.
 E como não ter você em meus braços é uma tortura.
Ainda mais pro meu  coração que só sabe te procurar.
Em todo luar como se na barra do céu fossemos nos encontrar.

Mas Deus é generoso.
E sei que se me mantiver esperançoso.
Ei de ser uma estrela sempre a brilhar.
No fim das noites somente pra te venerar.

Autor : Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Schirley


Foi em rever você morena.
Que meu coração pode sentir.
A saudade ficar pequena.
E contigo perceber que o amor nos faz sorrir.

Maravilhas que pareciam ocultas.
Nas presenças de crianças pequenas.
Que encontram a felicidade em cantigas de rodas.
Que  parecem encenar toda ternura e inocência de nossas lembranças.

E como um casal de adolescentes.
Que entre brigas e intrigas descobrem se perdido de amores.
Em meio suas idas e voltas em uma praça de declarações sorridentes.
Mascarando as tristezas da vida a dois em alegres verdades.

Como a responsabilidades da vida  adulta.
Acreditando que o amor já morreu.
Esquecendo que todas as coisas que um dia viveu.
E que a flor que permanecia no pé sempre foi a mais bonita.

E assim partindo na sua velhice de quem muito viveu.
Adormece nos braços da amada que o escolheu.
Lembrando-se dos sonhos de menino que perdeu.
Dos amores de adolescente que nunca esqueceu.
Das festas adultas que escondeu.
Da noite em que adormeceu.
E junto de sua amada em outros campos amanheceu.

Autor: Alberto Correa de Matos