quarta-feira, 10 de abril de 2013

Schirley


Foi em rever você morena.
Que meu coração pode sentir.
A saudade ficar pequena.
E contigo perceber que o amor nos faz sorrir.

Maravilhas que pareciam ocultas.
Nas presenças de crianças pequenas.
Que encontram a felicidade em cantigas de rodas.
Que  parecem encenar toda ternura e inocência de nossas lembranças.

E como um casal de adolescentes.
Que entre brigas e intrigas descobrem se perdido de amores.
Em meio suas idas e voltas em uma praça de declarações sorridentes.
Mascarando as tristezas da vida a dois em alegres verdades.

Como a responsabilidades da vida  adulta.
Acreditando que o amor já morreu.
Esquecendo que todas as coisas que um dia viveu.
E que a flor que permanecia no pé sempre foi a mais bonita.

E assim partindo na sua velhice de quem muito viveu.
Adormece nos braços da amada que o escolheu.
Lembrando-se dos sonhos de menino que perdeu.
Dos amores de adolescente que nunca esqueceu.
Das festas adultas que escondeu.
Da noite em que adormeceu.
E junto de sua amada em outros campos amanheceu.

Autor: Alberto Correa de Matos

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