sexta-feira, 17 de maio de 2013

Ultima viajem.




Partiram as ondas sombrias à noite.
Enquanto que as estrelas fugiam aos olhos do navegante.
E ludibriavam o solitário almirante.

Que buscava na maresia o perfume da dama da noite.
Que assombra suas memórias.
Como o canto das sereias.
Que arrebatam ao fundo do mar o solitário viajante.

Que naufragava puxado pelas ilusões do mar
De mentiras que só ele poderia escutar.
E de esperanças que um dia prometeram lhe guiar.

E enquanto a vida vai desaparecendo.
Perante as vistas do marinheiro que perderam nas tristes verdades do mundo.
Suas lembranças são tudo que restaram nas fotografias
Que sobreviveram sozinhas.

A sua ultima grande navegação.
Pelos mares que encerram sua paixão.

Autor: Alberto Correa de Matos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Serenidade ?




E é assim conduzindo a beleza de tua falsidade.
Fantasiado pelas ruas de serenidade.
Vagando pelo semblante da vaidade.
De quem esconde o peito pela metade.

Procurando por um compasso, em qualquer canção.
Bailando sozinho sem qualquer direção.
Desdenhando da decepção.
Secando as lagrimas de mais uma traição.

Num bolero de silêncio ensurdecedor.
Tocado pelo coração manchado de rancor.
E acompanhado por um abraço  sem calor
Do nobre e mentiroso traidor.

Que encerrava consigo a dor de quem tem que sorrir.
E a tudo e todos mentir.
Que nenhum dos tropeços consegue lhe ferir.
E nem as palavras podem lhe atingir.

Já que ninguém se preocupa de verdade com a guerreira.
Segue assim a vida que tem de recomeça de qualquer maneira.
No começo de toda segunda feira.

Autor: Alberto Correa de Matos

sexta-feira, 10 de maio de 2013

À noite aos olhos do cravo.




Perco o tempo imaginando teus carinhos.
Procurando sentir eles nos muitos ventos
Que sopraram e acariciaram os meus lábios.
Enquanto somente o sol é quem afagou meus cabelos.
E a lua quem apreciou meus sonhos.

São nesses momentos naufragando em lamentos.
Que desejava perecer entre teus braços.
Sob seus negros cabelos.
Adormecer sob as luzes de teus olhos.

Mas o único negro que vejo é o do véu da noite.
Que anuncia mais um dia que parte.
Levando consigo esse amor que se põem ao horizonte.

Como o cravo que apaixonado vela sua rainha ribeirinha.
Que admira partir ao longe sua unica joaninha.

Autor: Alberto Correa de Matos

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lágrimas inquietas




O que dói agora não são as palavras desperdiçadas.
As emoções que foram a você entregues sempre sinceras.
E tão prontamente desprezadas.
Hoje esse sentimento já oculto é apenas motivo de lagrimas.
Que correm as sombras de minha memoria como densas  cascatas.

O que  dói agora são as manhãs frias.
Que se revelam solitárias e macias.
E um tanto inquietas.
Pois não a nada que preencha o espaço dos sonhos de lembranças
Que jamais foram vividas.

Afinal por que machuca tanto esse amor.
Será que é por que ele nunca tocou.
O coração que realmente o permitiu se tornar um sonhador?
Ou por que infelizmente o coração que o deixou.
Era o único que um dia talvez o completou ?

Autor: Alberto Correa de Matos.

sábado, 4 de maio de 2013

Aplausos à corrupção.



E hoje condenaremos os nossos inocentes
A serem futuros trabalhadores
Totalmente capazes
De se ajoelharem e abaixarem a cabeça perante seus senhores.

Condenaremos também os sábios a marginalização.
Pois é mais fácil aplaudir de pé a dança e os falsos valores do ladrão.
Do que realmente achar se uma solução.
Pra se salvar todas essas pessoas pela educação.

Hoje executaremos nossos poetas.
Pois profanas e hereges são suas palavras.
Bravos cavaleiros!
Que a partir de hoje jazerão esquecidos.
A sombra do fim dos tempos.
Oram pelo perdão dos ignorantes que hoje são seus carrascos.
E de toda essa população que barganham seus votos.
Aos primeiros mil reis que refletem nos sapatos.
Daqueles que ganham glorias e honrarias à custa de seus escravos.



Autor: Alberto Correa de Matos

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Lisiane




Quero ver  o jardim desmanchando.
Pra sentir que o peito esta se partindo.
Pois estarei lembrando-me  de ver o meu  amor fugindo.
Em meio a uma valsa sem ninguém  me conduzindo.

É triste lembrar daquele primeiro inverno chegar.
Sabendo que ele jamais iria voltar.
E toda vez que desse amor eu teimava  relembrar.
Sentia o tempero do sal dessa  lembrança que me ainda  faz chorar.

Não são as memórias que me servem de lenha.
São os carinhos perdidos que vejo queimar.
Nessa chama de rancor tão mesquinha.
No centro dessa  lareira que não consegue esquentar
Esse peito tão solitário e tristonho por não ter conseguido te conquistar.

Autor : Alberto Correa de Matos