sexta-feira, 10 de maio de 2013

À noite aos olhos do cravo.




Perco o tempo imaginando teus carinhos.
Procurando sentir eles nos muitos ventos
Que sopraram e acariciaram os meus lábios.
Enquanto somente o sol é quem afagou meus cabelos.
E a lua quem apreciou meus sonhos.

São nesses momentos naufragando em lamentos.
Que desejava perecer entre teus braços.
Sob seus negros cabelos.
Adormecer sob as luzes de teus olhos.

Mas o único negro que vejo é o do véu da noite.
Que anuncia mais um dia que parte.
Levando consigo esse amor que se põem ao horizonte.

Como o cravo que apaixonado vela sua rainha ribeirinha.
Que admira partir ao longe sua unica joaninha.

Autor: Alberto Correa de Matos

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