Quero ver o jardim desmanchando.
Pra sentir que o peito esta se partindo.
Pois estarei lembrando-me de ver o meu amor fugindo.
Em meio a uma valsa sem ninguém me conduzindo.
É triste lembrar daquele primeiro inverno chegar.
Sabendo que ele jamais iria voltar.
E toda vez que desse amor eu teimava relembrar.
Sentia o tempero do sal dessa lembrança que me ainda faz chorar.
Não são as memórias que me servem de lenha.
São os carinhos perdidos que vejo queimar.
Nessa chama de rancor tão mesquinha.
No centro dessa lareira que não consegue esquentar
Esse peito tão solitário e tristonho por não ter conseguido
te conquistar.
Autor : Alberto Correa de Matos
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