domingo, 16 de junho de 2013

Estação

 Estão sob os pessegueiros.
Os segredos de nossos passos.
E sobre os trilhos os últimos momentos
Das freiras na porta dos conventos
Dos nossos abraços e juramentos.

Foi no ultimo apito do trem.
Que o tempo passou e não enxerguei mais ninguém.
Talvez por que não percebi nossas lembranças envelhecerem.
E as outras historias ao redor se acabarem também.

As paredes sem pinturas.
Os trilhos enferrujados e os candeeiros sem velas.
E nem percebi  esse  céu ficar sem estrelas.
Nem as casas perderem seus boêmios e serenatas.
Que enfeitaram as ruas
E conquistaram as moças em suas varandas.

Mas continuo aqui sentado.
Esperando confiante a mais de 40 anos.
Que o trem volte pra esses lados.
E a minha menina volte pra envelhecer do meu lado.


Autor: Alberto Correa de Matos.

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