Por que fingir que não vejo as sombras.
Sob o véu das esmeraldas.
Que cobrem as estátuas que ladeiam as entradas.
Que oprimem as mentiras que trancaram as portas.
Por que deixei as joias.
Que um dia enfeitaram as janelas
Se perderem para as bocas das traças.
Que devoram os livros, mas não engolem as palavras.
Será que assim abrirei um dia a porta do porão?
E os ratos que ali habitam se revelarão.
Famintos e certamente se banquetearão.
Dos restos das memórias dessa separação.
Autor: Alberto Correa de Matos
Às vezes a melhor opção é a mais difícil. Abrir as portas do porão também é sinal de libertação. Adorei o blog!
ResponderExcluirMuito obrigado minha amiga :D
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